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Cade aprova, com restrições, compra das marcas Olla, Jontex e Lovetex pela Reckit Benckiser

Ato de Concentração

Adquirente terá que se desfazer da marca K-Y no Brasil, de sua propriedade
por Assessoria de Comunicação Social publicado: 14/09/2016 00h00 última modificação: 14/09/2016 16h26

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade autorizou, na sessão de julgamento desta quarta-feira (14/09), a aquisição das marcas Olla, Jontex e Lovetex, até então pertencentes à Hypermarcas, pela Reckit Benckiser (AC 08700.003462/2016-79). Como condição para que o órgão antitruste aprovasse a operação, a empresa adquirente se comprometeu a alienar a marca K-Y no Brasil, de sua propriedade.

Os mercados envolvidos no ato de concentração são os de preservativos masculinos e lubrificantes íntimos. Após a operação, a Reckitt passaria a deter as principais marcas dos dois produtos – hoje ela já é dona da Durex e da K-Y, o que ensejou preocupações concorrenciais.  

De acordo com o conselheiro relator do caso, Paulo Burnier, o ponto mais crítico da operação é a elevada concentração no mercado de lubrificantes íntimos, com a união da K-Y (líder) com Jontex e Olla. Isso é agravado pela dificuldade de entrada de rivais em ambos os mercados, principalmente em decorrência da importância das marcas nesse setor e da correlação existente entre os mercados de preservativos masculinos e de lubrificantes íntimos, em especial no uso conjunto de canais de distribuição para vendas e nas estratégias de marketing empresarial.

Segundo ele, Jontex, Olla e Durex são marcas fortes de preservativos masculinos e a relevância delas no mercado é repassada aos demais produtos que levam os seus nomes, incluindo lubrificantes íntimos.

“As peças publicitárias dessas marcas geralmente incluem ambos os produtos ora em análise, retratando-os com a mesma identidade visual, o que sugere complementariedade entre eles”, esclareceu.

Acordo

Para sanar as preocupações concorrenciais decorrentes da criação de um grande poder de portfólio para Reckitt no segmento de bem-estar sexual, a empresa firmou um Acordo em Controle de Concentração – ACC, por meio do qual ficou estabelecido a venda da marca K-Y no Brasil para um agente econômico com condições necessárias para rivalizar com a empresa fusionada. O prazo para alienação do ativo é confidencial.

O desinvestimento foi proposto pelas próprias requerentes da operação ao Cade. Para o Conselho, o remédio apresentado é suficiente para solucionar os problemas identificados.

“O fato da K-Y ser a marca líder elimina os problemas concorrenciais visualizados no mercado de lubrificantes íntimos, bem como no mercado de preservativos, pois, neste último caso, eram derivados em larga medida dos efeitos de portfólio de um player com presença importante em ambos os mercados”, explicou o relator.