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Cade aprova aquisição pela Raia Drogasil de 26 pontos comerciais em Goiás

Ato de Concentação

Estudo feito para o julgamento do caso demonstrou que a presença de concorrentes reduz preço dos genéricos
por Assessoria de Comunicação Social publicado: 22/05/2013 15h00 última modificação: 03/05/2016 12h05

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade aprovou, na sessão de julgamento desta quarta-feira (22/5), a operação na qual a Raia Drogasil S.A passa a controlar 26 pontos comerciais até então explorados pelas redes de farmácias Santa Marta Distribuidora de Drogas Ltda. e King Comercial Ltda (AC nº 08012.006043/2012-13). As lojas adquiridas pela Raia Drogasil estão localizadas nos municípios de Goiânia e Aparecida de Goiânia, em Goiás.

De acordo com o conselheiro relator do caso, Eduardo Pontual Ribeiro, a presença de grandes redes que competem com a Raia Drogasil afasta eventuais preocupações concorrenciais que poderiam decorrer da operação. “Vemos que em todos os bairros de Goiânia com a dominância da Raia Drogasil há a presença de pelo menos uma grande rede que poderia potencialmente exercer rivalidade à drogaria”, afirmou.

Em seu voto, Pontual apresentou uma pesquisa realizada com o apoio do Departamento de Estudos Econômicos – DEE do Cade, demonstrando que a concorrência entre as maiores redes de drogarias (BR Farma, Raia Drogasil, Drogaria São Paulo/Pacheco, Onofre e Pague Menos) pode reduzir o preço médio de medicamentos genéricos praticados por elas.

O Cade analisou, ao longo de dois anos, em 197 municípios brasileiros, os preços praticados nos medicamentos mais vendidos no país – genéricos, de marca e os isentos de prescrição. O resultado aponta que a presença de um segundo concorrente das grandes redes de farmácia em um mercado onde pelo menos uma delas já atue, reduz os preços dos genéricos estudados de 7% a 10%, em média. Aumentando o número de competidores de grandes redes para três, os valores desses medicamentos em relação a mercados sem rivais caem de 12% a 20% aproximadamente.

“Os resultados obtidos com o apoio do DEE indicam que a presença de outras redes pode limitar a possibilidade de exercício de poder de mercado advindo da concentração”, concluiu o conselheiro.