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Hypermarcas adquire Olla e Jontex

ato de concentração

Cade autorizou duas operações que representam entrada da empresa no mercado de preservativos
por Assessoria de Comunicação Social publicado: 11/09/2013 11h30 última modificação: 03/05/2016 11h31

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade aprovou, nesta quarta-feira (11), duas operações envolvendo a Hypermarcas S/A. A primeira trata da aquisição, pela empresa, de negócio de preservativos masculinos comercializados sob a marca Jontex – pertencente ao grupo Johnson & Johnson e até então controlado pela Latam. (Ato de Concentração nº 08012.008623/2009-40). A segunda operação refere-se à compra da Indústria Nacional de Artefatos de Látex S./A – INAL, incluindo as marcas de preservativos Olla, Lovetex e Microtex, além do gel lubrificante íntimo Olla Gel. (Ato de Concentração n° 08012.008724/2009-11).
 
As operações foram aprovadas sem restrições, pois o Tribunal do Cade entendeu que os atos de concentração não resultam em efeitos anticompetitivos nos setores de preservativos masculinos no mercado público; preservativos masculinos no mercado privado; e lubrificantes íntimos. As aquisições autorizadas pelo Conselho representam a entrada da Hypermarcas no mercado de preservativos, pois antes da realização das operações, a empresa não produzia ou comercializava esses produtos.

Além disso, o Conselho considerou que os custos com a construção de uma marca confiável e reconhecida no mercado do varejo de preservativos masculinos representa uma barreira à entrada significativa, pois a principal diferenciação do produto para o consumidor é a confiança na marca.
 
Em seu voto, o conselheiro relator, Alessandro Octaviani Luis, explicou que no mercado de lubrificantes íntimos houve mera substituição de agente econômico uma vez que somente a INAL produzia o produto.

Em relação ao setor de preservativos masculinos no mercado público, Octaviani esclareceu que empresas estrangeiras são as principais fornecedoras dos produtos para os governos federal, estaduais, municipais e organizações não-governamentais – que realizam a distribuição gratuita dos produtos em seus respectivos programas de combate e prevenção de DSTs. De acordo com o conselheiro, das empresas envolvidas na operação, apenas a INAL atua eventualmente nesse mercado. Desse modo, as aquisições realizadas pela Hypermarcas S/A não têm potencial de prejudicar a concorrência.
 
O conselheiro destacou também que o mercado privado de preservativos masculinos é caracterizado por uma intensa rivalidade. “A evolução das participações de mercado das empresas atuantes nesse setor demonstra que existem marcas com capacidade de rivalizar efetivamente com as marcas das requerentes”, afirmou.